Avaliação da Educação para paz e aprendizagem ética em uma escola

Glaucya Maria Lopes Lino, Maria Judith Sucupira-Lins

Resumo


Este artigo discute a Educação para a Paz baseada nas virtudes aristotélicas com crianças em situação de risco. O problema da pesquisa é a violência na escola e a necessidade de ali ser construída a paz. A hipótese é a possibilidade da Educação para a Paz em áreas de risco. O objetivo é que alunos do quarto ano possam aprender e praticar a virtude da Amizade. O locus da pesquisa é uma Escola pública municipal em uma área de risco na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. O projeto Living Peace é o conceito central para esta pesquisa sobre Educação para a Paz. Concluímos que a prática da Ética e a Educação para a Paz por meio da virtude é possível se os estudantes aprendem a praticar virtudes como a base de uma Cultura da Paz.


Palavras-chave


Avaliação de Aprendizagem; Fundamentos da Educação; Ética Educação para a Paz

Referências


AGUIAR, J. Educação, lúdico e favela: quantos tiros são necessários para aprendizagem? Rio de Janeiro: Wak, 2019.

ANANOS, F. T.; RIVERA, M.; AMARO, A. Foundations of culture of peace and peace education as a means of social Inclusion. Revista Historia de la Educación Latinoamericana, Tunja, v. 22, n. 35, p. 13-34, Dec. 2020. https://doi.org/10.19053/01227238.11916

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. 4. ed. São Paulo: Edipro, 2020.

AUSUBEL, D. P. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva.. Porto: Platano, 2003.

BARBIER, R. A pesquisa-ação. Brasília, DF: Liber Livro, 2002.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BAUMEINSTER, R. Can virtue be cultivated. 2012. Disponível em https://www.bigquestionsonline.com/2012/07/24/can-virtuous-habits-cultivated/ Acesso em: 10 fev. 2018.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 jun. 2014.

BRASIL. Ministério da Justiça; Ministério da Educação. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília, DF: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2006.

BRINO, R. F.; SOUZA, M. A. O. Concepções sobre violência intrafamiliar na área educacional. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 41, n. 4, p. 1251-1273, out./dez. 2016. https://doi.org/10.1590/2175-623653298

CARRO OLVERA, A.; LIMA GUTIÉRREZ, J. A. Política educativa, violencia y convivencia escolar: la experiencia en dos escuelas. Ensaio: Avaliação e o Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 28, n. 107, p. 314-334, abr./jun. 2020. https://doi.org/10.1590/S0104-40362019002701955

CUNHA FILHA, E.; SILVA, J. S. Ações éticas para o combate ao bullying: um olhar para os documentos oficiais do ensino técnico profissional. Revista Prática Docente, Confresa, v. 7, n. 2, e22059, 2022. https://doi.org/10.23926/RPD.2022.v7.n2.e22059.id1587

DEWEY, J. Democracy and education: an introduction to the philosophy of education. New York: Dover Publications, 2023.

ERIKSON, E. H. Infância e sociedade. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

FROMM, E. A arte de amar. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

GOLEMAN, D. Inteligência emocional. 59ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.

GRÄFF, P.; LOPES, M. C. As estratégias de governamento identitário na Educação. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 28, n. 107, p. 480-499, abr. 2020. https://doi.org/10.1590/40362019002701622

HEIDEGGER, M. Ser e tempo. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2020.

HUSSERL, E. A ideia da fenomenologia: cinco lições. Petrópolis: Vozes, 2020.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA – IPEA. Atlas da violência. Brasília, DF, 2020.

KANT, I. Lições sobre ética. São Paulo: Unesp, 2018.

KRISTJÁNSSON, K. Aristotelian Character friendship as a ‘method’ of moral education. Studies in Philosophy and Education, [s. l.], v. 39, p. 349-364, 2020. https://doi.org/10.1007/s11217-020-09717-w

LEME, M. I. S. A gestão da violência escolar. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 9, n. 28, p. 541-555, set./dez. 2009. Disponível em: www2.pucpr.br/reol/index.ph p/dialogo?dd99=pdf ⅆ1=2832 Acesso em: 19 mar. 2017.

LICKONA, T. How to prevent cruelty & promote kindness: 20 strategies for creating caring classrooms & schools. 2012.Disponível em: http://www2.cortland.edu/dotAsset/00244af4-5792-4d3b-a34b-640ae4fa4ee1.pdf Acesso em: 3 mar. 2017.

LICKONA, T. What is effective character education? In: THE STONY BROOK SCHOOL SYMPOSIUM ON CHARACTER, 2001. [S. n. t]. Disponível em: https://wicharacter.org/wp-content/uploads/What-is-Effective-Character-Ed-Stonybrook-debate-by-Thomas-Lickona.pdf Acesso em: 04 mar. 2017.

LIND, G. Moral ist Lehrbar. Berlin: Logos, 2015.

LINO, G. M. L. Educação para a paz por meio de virtudes com crianças em situação de risco. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, 2018.

LUBICH, C. A arte de amar. 3. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 2017.

LUBICH, C. Educação para a paz. In: ARAÚJO, G. M. M.; LUNA M. J. M. Educação para a paz: arte de amar. Recife: Ed. Universitária UFPE, 2009. V. 1, p. 25-39.

LUBICH, C. O amor mútuo. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 2013.

LUBICH, C. Una cultura nuova per una società nuova: discorsi in occasione del conferimento di lauree honoris causa, congressi e convegni 1996-2001. Roma: Città Nuova, 2002.

LÜCK, H. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teóricos-metodológicos. 18. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2013.

MACINTYRE, A. Depois da virtude: um estudo sobre teoria moral. Rio de Janeiro: Vide, 2021.

MARITAIN, J. Rumos da educação. 4. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1966.

MIRANDA, B. R. C.; SUCUPIRA-LINS. M. J. C. Avaliação do processo de formação do caráter em crianças na Educação Infantil. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 29, n. 112, p. 828-848, jul. 2021. https://doi.org/10.1590/S0104-40362021002902548

NARVAEZ, D.; BOCK, T. Developing expertise and moral personalities. In: Nucci, L.; Narvaez, D. (eds.) Handbook of moral and character education. 2. ed. New York: Routledge, 2014.

PALMA, C. Living Peace International: a paz num dado de cartão. Agência Ecclesia. 2018. Disponível em Canal Youtube: https://youtu.be/7BkMb_LYx0M, 2018. Acesso em: 15 jan. 2018.

PIAGET, J. O juízo moral na criança. 4. ed. São Paulo: Sumus,1994.

RICCI, M.; DE BENE, M. Il Cammino di Riflessione Pedagogica. In: ATTI DE CONVEGNO ANUALLE DEL QUINTO DIÁLOGO. Roma: Città Nuova, 2010.

RODAS, J. J. M. Violência e conflito como elementos centrais para a deterioração do contexto educacional do Ensino Básico e Secundário nas instituições públicas de ensino. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 30, n. 115, p. 520-549, apr./jun. 2022. https://doi.org/10.1590/S0104-403620210002902801

SANTOS, A. F.; SOUSA, C. Educação para a paz: análise das condições culturais de desenvolvimento no Brasil. Praxis Educativa, v. 14, n. 2, p. 638-658, 2019. https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.14n2.013

SCHELER. M. Esencia y formas de la simpatía. 3. ed. Buenos Aires: Lousada, 1957.

SPINOZA, B. Ética. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.

SUCUPIRA-LINS, M. J. C. Método de pesquisa-ação com maior comprometimento. Revista Eletrônica Pesquiseduca, Santos, v. 7, n. 13, p. 52-74, jan./jun. 2015.

THALIS. Pesquisa Thalis 2013. Disponível em: http://www.oecd.org/education/school/THALIS-2013-country-note-Brazil-Portuguese.pdf Acesso em: abril 2017.




DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-40362024003204232

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2024 Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Apoio:




Programa de Apoio às Publicacoes Cientificas (AED) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e tecnologico (CNPq), Ministerio da Educação (MEC), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ.
 

SCImago Journal & Country Rank