Avaliação docente pelo discente: analise das percepcoes de utilização ideal e efetiva

Roberto Brazileiro Paixao, Bonifacio Chaves de Almeida

Resumo


Com o objetivo de analisar a percepcao de utilização ideal e a percepcao de utilização efetiva dos professores do IFBA acerca da avaliação do docente pelos discentes como fonte informaciónal utilizavel na melhoria de suas práticas pedagogicas foi realizada uma pesquisa com 240 professores das carreiras de magisterio de ensino superior e de ensino basico, tecnico e tecnologico do Ifba, metodologicamente caracterizada como descritiva de levantamento (survey) de cunho quantitativo. Supoe-se, primeiramente, nao existir diferencas significativas entre a percepcao de utilização ideal e a percepcao de utilização efetiva no que tange à avaliação do docente feita pelo aluno como melhoria das práticas pedagogicas. Os resultados, obtidos por meio do teste dos postos com sinais de Wilcoxon, apontam para uma diferenca significativa entre a percepcao de utilização ideal de empregabilidade da avaliação do docente realizada pelos alunos e a percepcao de utilização efetiva dessa avaliação.


Texto completo:

PDF PDF Espanhol

Referências


BARLOW, Michel. Avaliacao escolar: mitos e realidades. Porto Alegre: Artmed, 2006. 176 p.

CAMPANALE, F. et al. Dispositivos de autoavaliacao socializada em formacao: uma imposicao perversiva ou uma oportunidade transformadora? In: PAQUAY, L.; WOUTERS, P.; NIEUWENHOVEN, C. V. (Org.). A avaliacao como ferramenta de desenvolvimento profissional de educadores. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 198-211.

CASTRO, M. H. G. Sistemas de avaliacao da educacao no Brasil: avancos e novos desafios. Sao Paulo em Perspectiva, Sao Paulo, Fundacao Seade, v. 23, n. 1, p. 5-18, jan./jun. 2009.

CENTRO FEDERAL DE EDUCACAO TECNOLOGICA DA BAHIA. Relatorio de auto-avaliacao institucional do Cefet-BA: etapa educacao profissional de nivel tecnico e ensino medio. Salvador: 2006a. 127 f. Disponivel em: . Acesso em: 31 maio 2014.

CENTRO FEDERAL DE EDUCACAO TECNOLOGICA DA BAHIA. Relatorio de auto-avaliacao institucional do Cefet-BA: etapa educacao superior. Salvador, 2006b. 87 f. Disponivel em: . Acesso em: 31 maio 2014.

DANCEY, C. P.; REIDY, J. Estatistica sem matematica para psicologia: usando SPSS para Windows. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

DE BEM, A. B. Confiabilidade e validade estatisticas da avaliacao docente pelo discente: proposta metodologica e estudo de caso. 2004. 296 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Producao) – Programa de Pos-graduacao em Engenharia de Producao, Universidade Federal da Santa Catarina, Florianopolis.

DE KETELE, J. et al. Uma avaliacao tensa ente eficacia e transformacao identitaria? In: PAQUAY, L.; WOUTERS, P.; NIEUWENHOVEN, C. V. (Org.). A avaliacao como ferramenta de desenvolvimento profissional de educadores. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 55-71.

ESTEBAN, M. T. Avaliacao no cotidiano escolar. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

FRANCO, M. A. S. Praticas pedagogicas nas múltiplas redes educativas. In: LIBÂNEO, J. C.; ALVES, N. (Org.). Temas de pedagogia: dialogos entre didatica e curriculo. Sao Paulo: Cortez, 2012. p. 169-188.

GALIAN, C. V. A. A pratica pedagogica e a criacao de um contexto favoravel para a aprendizagem de ciencias no ensino fundamental. Ciencia & Educacao, v. 18, n. 2, p. 419-433, 2012.

HAIR JUNIOR, J. F. et al. Fundamentos de metodos de pesquisa em administracao. Porto Alegre: Bookman, 2005. p. 151-173.

JORRO, A. O desenvolvimento profissional dos atores: uma nova funcao da avaliacao. In: PAQUAY, L.; WOUTERS, P.; NIEUWENHOVEN, C. V. (Org.). A avaliacao como ferramenta de desenvolvimento profissional de educadores. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 258-269.

LOPEZ, L. M.; ALLAL, L. O julgamento profissional em avaliacao: quais sao as triangulacoes metodologicas e teoricas? In: PAQUAY, L.; WOUTERS, P.; NIEUWENHOVEN, C. V. (Org.). A avaliacao como ferramenta de desenvolvimento profissional de educadores. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 243-256.

MACEDO, S. G. Desempenho docente pela avaliacao discente: uma proposta metodologica para subsidiar a gestao universitaria. 2001. 132 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Producao) – Programa de Pos-Graduacao em Engenharia de Producao, Universidade Federal de Santana Catarina, Florianopolis.

MASETTO, M. T. Competencia pedagogica dos docentes universitarios. Sao Paulo: Summus, 2003.

MATUICHUK, M.; SILVA, M. C. Avaliacao do docente pelo discente na melhoria do desempenho institucional: UTFPR/SIAVI. Ensaio: aval. pol. públ. educ., Rio de Janeiro, v. 21, n. 79, p. 323-348, abr./jun. 2013.

MOREIRA, M. A. Avaliacao do professor pelo aluno como instrumento de melhoria do ensino universitario. Educacao e Selecao, Sao Paulo, n.4, p.109-123, jul./dez. 1981.

OLIVEIRA, E. C. Prefacio. In: FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessarios à pratica docente. Sao Paulo: Paz e Terra, 1996. p. 10-13.

OVERALL, J. U.; MARSH, H. W. Students' evaluations of instruction: A longitudinal study of their stability. Journal of Educational Psychology, v. 72, n. 3, p. 321-325, 1980.

PEREIRA, A. G. Aspectos intuitivos, preferencias intertemporais e decisoes orcamentarias: Um estudo quase-experimental envolvendo praticas de alocacao de recursos. 2011. 164 f. Dissertacao (Mestrado em Contabilidade) – Faculdade de Ciencias Contabeis, Universidade Federal da Bahia, Salvador.

PERES-DOS-SANTOS, L. F. B.; LAROS, J. A. Avaliacao da pratica pedagogica do professor de ensino superior. Estudos em Avaliacao Educacional. v. 18, n. 36, p. 75-95, jan./abr. 2007.

RIBEIRO, E. A. G. Avaliacao formativa em foco: concepcao e caracteristicas no discurso discente. 2011. 137 f. Dissertacao (Mestrado em Educacao) – Programa de Pos-Graduacao em Educacao, Centro de Educacao, Comunicacao e Artes, Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

SCRIVEN, M. Student ratings offer useful input to teacher evaluations. Practical Assessment, Research & Evaluation, v. 4, n. 7, p. 01-06, 1995.

SOUZA, M. P. R.; VIEGAS, L. S. As relacoes entre professores e alunos em sala de aula: algo mudou, muito permaneceu... In: LIBÂNEO, J. C.; ALVES, N. (Org.). Temas de pedagogia: dialogos entre didatica e curriculo. Sao Paulo: Cortez, 2012. p. 379-394.

TAHIM, A. P. V. O. Avaliacao institucional: desempenho docente na educacao superior. 2011. 101 f. Dissertacao (Mestrado em Educacao) – Programa de Pos-Graduacao em Educacao Brasileira, Universidade Federal do Ceara, Fortaleza.

THERRIEN, J; CARVALHO, A. D. O professor no trabalho: epistemologia da pratica e acao/cognicao situada. Revista Brasileira de Formacao de Professores, v. 1, n. 1, p. 129-147, mai. 2009.

WORTHEN, B. R.; SANDERS, J. R.; FITZPATRICK, J. L. Avaliacao e programas: concepcoes e praticas. Traducao Dinah de Abreu Azevedo. Sao Paulo: Gente, 2004. 730 p.




DOI: http://dx.doi.org/10.22347/2175-2753v8i22.794



Direitos autorais 2016 Fundação Cesgranrio

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Principios Norteadores para o Avaliador

Guiding Principles for Evaluators American Evaluation Association (AEA)

Com o proposito de guiar o trabalho dos profissionais de avaliacao e assegurar a etica de sua atuacao, a American Evaluation Association (AEA) - Associacao Profissional de Avaliadores - estabeleceu cinco principios norteadores aqui resumidos:

1.  Indagacao Sistematica, no que se refere à capacidade de coletar dados utilizando tecnicas apropriadas e comunicando metodos e abordagens com a devida transparencia para permitir acesso e critica.

2.  Competencia, no que se refere a demonstrar atuacao competente perante os envolvidos no processo avaliativo e desenvolver continuamente sua capacidade para alcancar o mais alto nivel de desempenho possivel.

3.  Integridade/Honestidade, no que se refere a assegurar honestidade e integridade ao longo de todo o processo avaliativo, negociando com os envolvidos e interessados na avaliacao e buscando esclarecer e orientar procedimentos que venham provocar distorcoes ou indevidas utilizacoes.

4.  Respeito pelas pessoas, no que se refere ao respeito pela seguranca, dignidade e auto-valorizacao dos envolvidos no processo avaliativo, atuando sempre com etica profissional, evitando riscos e prejuizos que possam afetar os participantes para assegurar, o melhor possivel, o respeito às diferencas e o direito social de retorno dos resultados, aos envolvidos.

5.  Responsabilidade pelo bem estar geral e público, no que se refere a levar em consideracao a diversidade de interesses e valores que possam estar relacionados ao público em geral,buscando responder nao somente às expectativas mais imediatas, mas tambem às implicacoes e repercussoes mais amplas e, nesse sentido, disseminar a informacao sempre que necessario.

Indexado em:

  1. Diadorim - Diretório de políticas editoriais das revistas científicas brasileiras

  2. DOAJ - Directory of Open Access Journals

  3. EBSCO - Information Services

  4. Edubase

  5. Google Scholar

  6. Latindex -  Sistema regional de informacion en linea para revistas cientificas de America Latina, el Caribe, España y Portugal

  7. LivRe! - Portal do CNEN-Comissao Nacional de Energia Nuclear, do Ministerio de Ciencia, Tecnologia e Inovacao

  8. OEI - Organizacion de Estados Iberoamericanos (Madri, Espanha, CREDI)

  9. RCAAP - Repositorio Cientifico de Acesso Aberto de Portugal

  10. REDIB - Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico

  11. Scopus - A maior base de dados de abstracts e citacao de literatura revisada por pares:periodicos cientificos, livros e anais

 

Scimago

SJR : Scientific Journal Rankings

SCImago Journal & Country Rank
  
  

Meta: Aval., Rio de Janeiro, ISSN 2175-2753.