A CPA no Processo de Autoavaliação Institucional: Avancos e Desafios nos 10 Anos do SINAES
Resumo
Este artigo discute as repercussoes da atuação da Comissao Propria de Avaliação Institucional em um Centro Universitario, do interior do Estado do Rio Grande do Sul, nos dez anos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. A pesquisa foi de abordagem quali-quantitativa, de tipo estudo de caso. Realizou-se um levantamento historico da implementação da autoavaliação institucional, analisou-se o projeto de autoavaliação e aplicou-se questionarios para membros da reitoria e coordenadores dos cursos de graduação. Para a analise de dados, utilizou-se os principios da Analise de Conteúdo. A discussao teorica envolveu as producoes no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior sobre a constituicao das Comissoes Proprias de Avaliação e a importância da avaliação institucional como base para a qualificação dos processos academicos. Os efeitos positivos do trabalho foram constatados pela Comissao Propria de Avaliação como a efetiva participação da comunidade academica e a validade das informações. Assim, a Comissao Propria de Avaliação e fator fundamental na contribuicaode diagnostico para a realização de acoes em prol da qualidade institucional.
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DOI: http://dx.doi.org/10.22347/2175-2753v6i18.390
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Principios Norteadores para o Avaliador
Guiding Principles for Evaluators American Evaluation Association (AEA)
Com o proposito de guiar o trabalho dos profissionais de avaliação e assegurar a etica de sua atuacao, a American Evaluation Association (AEA) - Associacao Profissional de Avaliadores - estabeleceu cinco principios norteadores aqui resumidos:
1. Indagacao Sistematica, no que se refere à capacidade de coletar dados utilizando tecnicas apropriadas e comunicando metodos e abordagens com a devida transparencia para permitir acesso e critica.
2. Competencia, no que se refere a demonstrar atuacao competente perante os envolvidos no processo avaliativo e desenvolver continuamente sua capacidade para alcancar o mais alto nivel de desempenho possivel.
3. Integridade/Honestidade, no que se refere a assegurar honestidade e integridade ao longo de todo o processo avaliativo, negociando com os envolvidos e interessados na avaliação e buscando esclarecer e orientar procedimentos que venham provocar distorcoes ou indevidas utilizacoes.
4. Respeito pelas pessoas, no que se refere ao respeito pela seguranca, dignidade e auto-valorizacao dos envolvidos no processo avaliativo, atuando sempre com etica profissional, evitando riscos e prejuizos que possam afetar os participantes para assegurar, o melhor possivel, o respeito às diferencas e o direito social de retorno dos resultados, aos envolvidos.
5. Responsabilidade pelo bem estar geral e público, no que se refere a levar em consideracao a diversidade de interesses e valores que possam estar relacionados ao público em geral,buscando responder nao somente às expectativas mais imediatas, mas tambem às implicacoes e repercussoes mais amplas e, nesse sentido, disseminar a informacao sempre que necessario.
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Meta: Aval., Rio de Janeiro, ISSN 2175-2753.