Avaliação externa de escolas: do discurso às práticas – uma analise focada em Portugal e em Inglaterra

Carla Figueiredo, Carlinda Leite, Preciosa Fernandes

Resumo


A avaliação externa das escolas e cada vez mais comum nos sistemas educativos. Justificada como instrumento para a melhoria da educação e prestação de contas, varios paises implementaram politicas de avaliação externa. Este artigo tem como intencao confrontar as orientacoes presentes nos discursos orientadores dos processos de avaliação das escolas com os modos como estes sao concretizados. Dados recolhidos em Portugal e Inglaterra, atraves de analise documental e entrevistas, permitiram concluir que discursivamente, a avaliação das escolas surge como um processo claro, abrangente e formativo, mas que a sua concretização se afasta desta concepcao. Em ambos os paises, os processos denunciam uma visao redutora da educação e uma desvalorização do trabalho dos professores, ao adoptarem sobrevalorizarem os resultados academicos dos alunos. Mais ainda, os processos carecem de uma componente formativa, conceptualmente considerada essencial à promocao da melhoria educacional

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DOI: http://dx.doi.org/10.22347/2175-2753v9i25.1205



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Principios Norteadores para o Avaliador

Guiding Principles for Evaluators American Evaluation Association (AEA)

Com o proposito de guiar o trabalho dos profissionais de avaliacao e assegurar a etica de sua atuacao, a American Evaluation Association (AEA) - Associacao Profissional de Avaliadores - estabeleceu cinco principios norteadores aqui resumidos:

1.  Indagacao Sistematica, no que se refere à capacidade de coletar dados utilizando tecnicas apropriadas e comunicando metodos e abordagens com a devida transparencia para permitir acesso e critica.

2.  Competencia, no que se refere a demonstrar atuacao competente perante os envolvidos no processo avaliativo e desenvolver continuamente sua capacidade para alcancar o mais alto nivel de desempenho possivel.

3.  Integridade/Honestidade, no que se refere a assegurar honestidade e integridade ao longo de todo o processo avaliativo, negociando com os envolvidos e interessados na avaliacao e buscando esclarecer e orientar procedimentos que venham provocar distorcoes ou indevidas utilizacoes.

4.  Respeito pelas pessoas, no que se refere ao respeito pela seguranca, dignidade e auto-valorizacao dos envolvidos no processo avaliativo, atuando sempre com etica profissional, evitando riscos e prejuizos que possam afetar os participantes para assegurar, o melhor possivel, o respeito às diferencas e o direito social de retorno dos resultados, aos envolvidos.

5.  Responsabilidade pelo bem estar geral e público, no que se refere a levar em consideracao a diversidade de interesses e valores que possam estar relacionados ao público em geral,buscando responder nao somente às expectativas mais imediatas, mas tambem às implicacoes e repercussoes mais amplas e, nesse sentido, disseminar a informacao sempre que necessario.

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  2. EBSCO - Information Services

  3. Edubase

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  6. LivRe! - Portal do CNEN-Comissao Nacional de Energia Nuclear, do Ministerio de Ciencia, Tecnologia e Inovacao

  7. OEI - Organizacion de Estados Iberoamericanos (Madri, Espanha, CREDI)

  8. RCAAP - Repositorio Cientifico de Acesso Aberto de Portugal

  9. REDIB - Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico

  10. Scopus - A maior base de dados de abstracts e citacao de literatura revisada por pares:periodicos cientificos, livros e anais

 
 

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Meta: Aval., Rio de Janeiro, ISSN 2175-2753.