Remix, Pastiche, Plágio: autorias da nova geração

Pedro Demo

Resumo


A querela em torno do plágio parece estar se acalmando um pouco, ainda que o problema permaneça sumamente grave. Não significa que vamos engolir o plágio, mas que precisamos entender razões de sua proliferação e visões diferenciadas de autoria (BLUM, 2009). Dentro da visão puritana (moderna), plágio é nada mais que fraude criminosa, porque se apropria de direitos alheios. Dentro, porém, da visão mais não linear (pós-moderna), além de ser difícil delimitar o que seria plágio iniludivelmente, pode-se perceber que originalidade, em certo sentido, não existe: as ideias são sempre dinâmicas compartilhadas cultural e linguisticamente (WEINBERGER, 2007). O jeito pessoal de reconstruir as ideias talvez seja único, mas não todas as ideias. Se formos excessivamente rigorosos, toda conversa é plágio, inclusive obras científicas. Na célebre alusão de Newton, sua produção matemática representou avanço decisivo no mundo científico, mas a partir de outros autores (usava a expressão: apoiado nos ombros de antecessores). É problema certamente que muitos estudantes, usando a internet, copiem friamente trechos inteiros como se fossem seus ou mesmo "comprem" uma dissertação. Ocorre também que a nova geração apresenta traços de identidade bastante diferentes, em especial com respeito à vida acadêmica e seus códigos de conduta: estudar é importante, mas é apenas um pedaço na vida e, sob pressões extremas, plagiar também é "opção". Neste texto busco analisar preliminarmente metamorfoses da autoria na nova geração.


Palavras-chave


Plágio; Internet; Traços de Identidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.22347/2175-2753v3i8.119



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